
Sonhei. Desiti. Recomeçei. A minha sede de dançar ás vezes me assusta. Eu danço desde os três anos de iadade, e já perdi as contas de quantas vezes eu desisti, e voltei atrás. Sempre tem alguma coisa que me faz querer desistir, ou é a preguiça, ou é a escola...mas nada disso é suficiente pra me fazer parar completamente. Isso me encanta ás vezes, porque mostra que isso não só mais um hobbie, é um dom. Por mais que o cansaço me tome, eu sinto que a vontade de dançar é muito maior, e isso me motiva cada vez mais.
"Dançar é minha prece mais pura. Momento em que o meu corpo vislumbra o divino, em que os meus sentimentos tocam o real. Religiosidade despida de exageros, desejo lascivo, bordado de plenitude. Através de meus movimentos posso chegar ao inatingível! Posso sentir por todos os corpos, abraçar com todo o coração, e amar com os olhos. Cada gesto significativo desenha no espaço o infinito, pairando no ar, compreensão e admiração. Iniciar uma prece é como abrir uma porta. Um convite para você, para entrar no meu universo. O mágico contorna minha silhueta, ao mesmo tempo que lhe toco sem tocar. Nada a observar, só a participar. Esta prece ausente de palavras é codificada pela alma e faz-nos interagir, de maneira sublime e hipnótica. Quando eu terminar essa dança, estarei certa de que não seremos os mesmos."
(Merit Aton)
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